sexta-feira, 12 de março de 2010

Quando a noite te despe dos pudores

Ela acordou já era noite,pôs o casaco no ombro,salto alto nos pés,e na bolsa meia dúzia de sorrisos convenientes,um frasco de malícia ingenua,daquelas que as crianças tem ao desejar o que possivelmente é impossível.Nos olhos uma melancolia,na boca poucas palavras.No corpo levava pudor algum.Afinal a noite a despiu com o tempo,com o vento.

(e o amor permaneceu entrelinhas e pernas)

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